No meu fogo as memórias suspensas,
São soltas em loucuras intensas,
Já se calam os meus desígnios,
Em mim existem poucos raciocínios!
Quando decido olhar para atrás,
há uma dolorosa visão que me traz :
Descanso, como num útero uma criança
inocente e em descansada segurança.
Coros de lágrimas são como gemidos de baleias
que adivinham tempestades de dores alheias,
e é no oceano dos pensamentos trovejantes
que me latejam os sentimentos flamejantes!
Há no chão, pedaços de efémeras ilusões,
e é quando as demais tento varrer
que me perco em comas de várias emoções,
e me deixo ir sem ninguém me socorrer.
Existe no espelho, um sujeito estranho,
sente-se assim, por entre choros sonantes,
é solidão muda e são mágoas lancinantes,
é o tentador alívio sem qualquer tamanho.
No céu escuro persiste tamanha expressão
fito o que me parece ser um lago sem emoção,
nele estou à tona, em paz, afogado,
tela que não me deixa sequer indignado.
Achei que não não podia ser fraco,
porque quando morri voltei a renascer,
mais vivo e consciente do que posso ser,
e no fim das cinzas ainda mais opaco.
Todos os dias persisto em me procurar
pois no final do dia não foi a ti que perdi,
por mais que me procure não me vou encontrar,
à noite no lago em que me deixei e despi!
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