Calem-se já os cães de antemão,
Que é triste e cega esta solidão,
Neste buraco em que me encontro,
É apenas escuridão que defronto,
Zona negra em que me aconchego,
Único sou eu, que a mim me sossego,
Alegria a minha de aqui querer ficar,
Triste cruz que eu por fim decidi carregar
Que me perco por dias de eterna ilusão,
Decidi eu percorrer este destino de imersão,
Que se me fico, finalmente, enfim
Foi ditado que eu agora decidi assim.
Se me cravo em mim palavras mudas,
Decidi tirar das letras teorias desnudas,
Por minha vontade por aqui já fiquei,
De todo o autismo que outrora fitei.
Em pleno toque que nunca te tirei,
Foi triste a sina que eu apaziguei,
Morte certa do que a ti nunca viveu,
Foi do meu querer que assim sobreviveu.
E que aqui eu me disponha por fim,
Pois sempre necessitei de ser assim,
Triste realidade que me tirou a vontade,
Que de me mim já não regresse a ansiedade.
Destino final que me requer última presença,
Neste canto que se torna a mim desavença,
Que eu morro e por fim volto a viver,
Esperança de assim eu me voltar a querer.
Salvador Machado Guerra
Jovem autor viseense que escapa entre palavras desde os 14 anos. Tem como maior influência José Régio.
domingo, 4 de setembro de 2016
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Cá Te A Está
É um crime não poder ver,
hoje, o que passei a querer,
abraço gélido a que me agarro,
tão quente que me sinto bizarro!
E se o, algum vez, quis amarrar,
sentimento que me abre sem esperar,
fujo já sem fôlego desta perseguição,
que me traz ansiosamente o coração!
Cá te a está! Impulso que me faz escrever!
Sou são! Palavras que me fazem viver!
Obedeço ao que o caminho me faz passear,
longe das silvas eu já me quero arejar,
mas não quero perder esta insanidade,
que me faz regredir ainda na idade!
Que da escuridão se faça luz infinita,
que a cada passo, minha vontade já não exita,
perante olhares estranhos e com ansiedade,
eu só queira viver uma única verdade!
Cá te a está! Impulso que me faz escrever!
Sou são! Palavras que me fazem viver!
Que dos longos doirados o azul se faça notar,
tornado à excitação de alguma vez te poder tocar!
Boémia a vida que não me deixa de alguma forma
sentir que o juizo seja certamente norma!
Modéstia intíma que no prometido que é devido,
que esperei que algo fosse certamente surgido,
da espontaneidade que tentei alguma vez acertar,
falhei na tentativa de uma única vez me expressar!
Cá te a está! Impulso que me faz escrever!
Sou são! Palavras que me fazem viver!
Palavras essas que poderão sempre ser as ultimas,
pois já não tenho a vontade de ser em estimas!
Todos os dias sinto que poderão finalmente o fim,
mas acordo todos os dias sem esse prometido sim!
Remorsos do que poderei fitar em no fim ficar,
que se me liberta em mim a ânsia de não me agarrar,
Já não sou o que alguma vez fui em tentar ser,
cinzas do que quis nesta podre vida, enfim, ter!
Salvador Machado Guerra
hoje, o que passei a querer,
abraço gélido a que me agarro,
tão quente que me sinto bizarro!
E se o, algum vez, quis amarrar,
sentimento que me abre sem esperar,
fujo já sem fôlego desta perseguição,
que me traz ansiosamente o coração!
Cá te a está! Impulso que me faz escrever!
Sou são! Palavras que me fazem viver!
Obedeço ao que o caminho me faz passear,
longe das silvas eu já me quero arejar,
mas não quero perder esta insanidade,
que me faz regredir ainda na idade!
Que da escuridão se faça luz infinita,
que a cada passo, minha vontade já não exita,
perante olhares estranhos e com ansiedade,
eu só queira viver uma única verdade!
Cá te a está! Impulso que me faz escrever!
Sou são! Palavras que me fazem viver!
Que dos longos doirados o azul se faça notar,
tornado à excitação de alguma vez te poder tocar!
Boémia a vida que não me deixa de alguma forma
sentir que o juizo seja certamente norma!
Modéstia intíma que no prometido que é devido,
que esperei que algo fosse certamente surgido,
da espontaneidade que tentei alguma vez acertar,
falhei na tentativa de uma única vez me expressar!
Cá te a está! Impulso que me faz escrever!
Sou são! Palavras que me fazem viver!
Palavras essas que poderão sempre ser as ultimas,
pois já não tenho a vontade de ser em estimas!
Todos os dias sinto que poderão finalmente o fim,
mas acordo todos os dias sem esse prometido sim!
Remorsos do que poderei fitar em no fim ficar,
que se me liberta em mim a ânsia de não me agarrar,
Já não sou o que alguma vez fui em tentar ser,
cinzas do que quis nesta podre vida, enfim, ter!
Salvador Machado Guerra
Coroa de Espinhos
Alma que chama e me revoga a vida,
que me revejo nesta noite já lívida,
fio curto que me abraça o olhar despercebido,
que decidi em sonhos já me ter devolvido!
Num longíquo e delicado toque de podridão,
que me acende a terna e devassa excitação,
eu sei que me rastejo pelos caminhos do errado,
decisões pelas quais serei sempre mal amado!
E como eu necessitei de me vencer num demonio,
raiva que consome a visão e torna em pandemonio,
insanidade que me torna num ser tão desesperado,
neste salivar que faz de mim algo realizado!
Esqueletos que me requerem vezes sem conta,
crianças selvagens que me rodeiam em afronta,
apontam o dedo à luz dos pecados que já realizei,
rumos que a vida me fez tomar mas que nunca desejei!
Coloca-se-me a coroa de espinhos ao meu peito,
cravada em mel, neste talvez já meu ultimo leito....
Vem até mim, acaba com a minha respiração,
leva-me o ultimo suspiro em adoração,
olhar já de perto fechado,
em tom acalmado,
vem-te...
Salvador Machado Guerra
que me revejo nesta noite já lívida,
fio curto que me abraça o olhar despercebido,
que decidi em sonhos já me ter devolvido!
Num longíquo e delicado toque de podridão,
que me acende a terna e devassa excitação,
eu sei que me rastejo pelos caminhos do errado,
decisões pelas quais serei sempre mal amado!
E como eu necessitei de me vencer num demonio,
raiva que consome a visão e torna em pandemonio,
insanidade que me torna num ser tão desesperado,
neste salivar que faz de mim algo realizado!
Esqueletos que me requerem vezes sem conta,
crianças selvagens que me rodeiam em afronta,
apontam o dedo à luz dos pecados que já realizei,
rumos que a vida me fez tomar mas que nunca desejei!
Coloca-se-me a coroa de espinhos ao meu peito,
cravada em mel, neste talvez já meu ultimo leito....Vem até mim, acaba com a minha respiração,
leva-me o ultimo suspiro em adoração,
olhar já de perto fechado,
em tom acalmado,
vem-te...
Salvador Machado Guerra
Na Forca
Queimo páginas de memórias,lembranças de outras glórias,
sou mera amostra do que tive que ser,
olhares que o tempo viu apodrecer,nesta chama fria que me atormenta
decisões que minha sede enfrenta,
e ao olhar para cima meu eterno futuro,
amarrado em círculo, por baixo o muro,
encontro meu negro estado de mente,
demente, sou eu só, indiferente!
É suspenso neste sufoco amarrado
que o tempo pára! Está desfocado!
Encontro-me só, já sem salvação,
ultimos suspiros que tomo atenção,
na agoniante a garganta que toma!
Me faz a vontade este hematoma!
Raiva do vazio que em mim se instalou,
parte fraca que em mim não se dispersou!
Que me tentas fazer partir sem nunca me largar
a mim o anjo da morte só me está a fitar!
Que me rasque o ventro enquanto me saboreia
o amor do prazaer que tenho desta dor que odeia!
E quando me salta e torce a podridão,
é nela que me inspiro e solto a solidão!
Quando já não há forças para mais uma vez
me golpear o sabor que nunca me satisfez,
me deliro no último suspiro que me tomou
o lato descontentamento que me ousou!
Por fim....
Salvador Machado Guerra
Capital
Cinzento, em torno do que me é respeito,
este falso brilho que é de meu proveito,
é êxtase sussurrado em flagrante espiral,
que eu vivo nesta escuridão sem final.
Que se me cravo em mim minhas presas,
é doce o mel que jorra das indefesas,
e eu quero, pois é louco o oco irremediado
é apaixonante o ato descontextualizado.
A mim me perdoo a luxúria do pensamento,
é de minha vontade o eterno lascivo lamento,
de não me poder sentir encalorado neste instante,
nesta multidão de anseios que é constante.
Eu que me tento, sem querer, de controlar
que paro, sem nunca me querer largar
que quando venho a mim, estou de arma empunhada,
expectante à palavra da escuridão irada!
Se em mim me faço o que é de eterna solidão,
que ninguém me toca neste meu tronco de emoção,
que te quero esses utópicos lábios ensalivados,
que estou sedento por desdenhar os sossegados!
É meu o gélido sentimento nulo e corajoso,
neste túmulo em que temo sem ser moroso,
aguardo que me acalentem em virgem discurso
nessa língua sensual que me desperta o impulso!
E quando me sinto perseguido pela minha insanidade
é puro orgulho que lanço da sombra em vanidade...
E quando eu não receio seguir este sentimento,
temo que do mundo eu espelho arrependimento!
Salvador Machado Guerra
este falso brilho que é de meu proveito,
é êxtase sussurrado em flagrante espiral,
que eu vivo nesta escuridão sem final.
Que se me cravo em mim minhas presas,
é doce o mel que jorra das indefesas,
e eu quero, pois é louco o oco irremediado
é apaixonante o ato descontextualizado.
A mim me perdoo a luxúria do pensamento,
é de minha vontade o eterno lascivo lamento,
de não me poder sentir encalorado neste instante,
nesta multidão de anseios que é constante.
Eu que me tento, sem querer, de controlar
que paro, sem nunca me querer largar
que quando venho a mim, estou de arma empunhada,
expectante à palavra da escuridão irada!
Se em mim me faço o que é de eterna solidão,
que ninguém me toca neste meu tronco de emoção,
que te quero esses utópicos lábios ensalivados,
que estou sedento por desdenhar os sossegados!
É meu o gélido sentimento nulo e corajoso,
neste túmulo em que temo sem ser moroso,
aguardo que me acalentem em virgem discurso
nessa língua sensual que me desperta o impulso!
E quando me sinto perseguido pela minha insanidade
é puro orgulho que lanço da sombra em vanidade...
E quando eu não receio seguir este sentimento,
temo que do mundo eu espelho arrependimento!
Salvador Machado Guerra
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Túmulo
Neste meu túmulo que me olham de cima,
esqueletos desertos que não fazem mínima,
rodeado de covas e crueldade que é sádica,
ja a lembrança de mim se torna esporádica!
Quando o sussuro do silêncio me falou
deixei em mim quem de mim nunca decifrou,
sufoco que me atormenta friamente a palavra,
debaixo de um olhar de quem em mim não lavra.
Paro, penso, repenso e temo o pensamento,
que nesta escuridão é duro este tormento,
este nevoeiro que me pega e me desgraça,
torna-se-me a mim a noite que é devassa!
Olhei na minha frente a fonte perdida
de quem jorra fel de profunda ferida,
que me fundamento em inábil desespero,
neste viver que azedamente tempero!
Putrefacta a vida que não desiste,
e em mim, olhar em frente assim insiste,
quando já há muito devia tentar perder
o mundo que a mim me fez tudo esquecer
Salvador Machado Guerra
esqueletos desertos que não fazem mínima,rodeado de covas e crueldade que é sádica,
ja a lembrança de mim se torna esporádica!
Quando o sussuro do silêncio me falou
deixei em mim quem de mim nunca decifrou,
sufoco que me atormenta friamente a palavra,
debaixo de um olhar de quem em mim não lavra.
Paro, penso, repenso e temo o pensamento,
que nesta escuridão é duro este tormento,
este nevoeiro que me pega e me desgraça,
torna-se-me a mim a noite que é devassa!
Olhei na minha frente a fonte perdida
de quem jorra fel de profunda ferida,
que me fundamento em inábil desespero,
neste viver que azedamente tempero!
Putrefacta a vida que não desiste,
e em mim, olhar em frente assim insiste,
quando já há muito devia tentar perder
o mundo que a mim me fez tudo esquecer
Salvador Machado Guerra
Amor É Fogo
Amor poderia ser fogo que arde sem se ver,
mas lato o desejo de te poder a meu lado ter,
é visível a chama que por ti teima em não apagar,
forte este sentimento que não pára de me chamar.
Deito-me neste leito deleite por te poder beijar,
consistente a cobiça de te agarrar e nunca mais largar,
de me agradar de teu cheiro pelo teu corpo fora,
desnudada que estás, neste meu toque que te adora.
Não é ferida que dói, é ferida que se sente,
que doce e vil o teu sorriso em mim assente,
nesta alegria que me motiva a nunca parar,
que forte o soar do meu corpo em ti a ecoar...
E se, finalmente, eu hoje pudesse na tua presença dormir
em contacto neste nunca sono que não te deixa fugir...
é forte e demorada no teu olhar esta motivação,
que em uníssono com meu, bate forte o teu coração...
Não me contento nem, em vez alguma, me descontento
da tua presença que insiste em me deixar em desalento,
que me faz gritar, berrar e me soltar em desespero,
que a tua ausência me eleva e cega ao exaspero!
Teu paladar que, deliciosamente, me atravessa,
e que me deixa profundamente a cabeça à avessa,
doce e único, que busco, o teu néctar cavado,
em meu coração derretido fica para sempre gravado!
Não é dor, desatina, mas sem alguma vez doer,
foi assim que me deixei por ti desta forma perder,
e em vez alguma um passo meu te faça sofrer,
que meu peito irei calejar até sangue correr.
E é pois minha aflição e maior temor o ouvir
do triste som das tuas meigas lágrimas a cair,
que para impedir tal, te ofereço o meu sorriso,
em tom de futuras memórias nossas que friso!
É um querer mais, e ainda mais bem querer
teu próprio conforto, que é nele que me quero ver,
tua imersa felicidade é espelho do que quero ser,
e nele para sempre eu me quero ver a envelhecer...
Salvador Machado Guerra
mas lato o desejo de te poder a meu lado ter,
é visível a chama que por ti teima em não apagar,
forte este sentimento que não pára de me chamar.
Deito-me neste leito deleite por te poder beijar,
consistente a cobiça de te agarrar e nunca mais largar,
de me agradar de teu cheiro pelo teu corpo fora,
desnudada que estás, neste meu toque que te adora.
Não é ferida que dói, é ferida que se sente,
que doce e vil o teu sorriso em mim assente,
nesta alegria que me motiva a nunca parar,
que forte o soar do meu corpo em ti a ecoar...
E se, finalmente, eu hoje pudesse na tua presença dormir
em contacto neste nunca sono que não te deixa fugir...
é forte e demorada no teu olhar esta motivação,
que em uníssono com meu, bate forte o teu coração...
Não me contento nem, em vez alguma, me descontento
da tua presença que insiste em me deixar em desalento,
que me faz gritar, berrar e me soltar em desespero,
que a tua ausência me eleva e cega ao exaspero!
Teu paladar que, deliciosamente, me atravessa,
e que me deixa profundamente a cabeça à avessa,
doce e único, que busco, o teu néctar cavado,
em meu coração derretido fica para sempre gravado!
Não é dor, desatina, mas sem alguma vez doer,
foi assim que me deixei por ti desta forma perder,
e em vez alguma um passo meu te faça sofrer,
que meu peito irei calejar até sangue correr.
E é pois minha aflição e maior temor o ouvir
do triste som das tuas meigas lágrimas a cair,
que para impedir tal, te ofereço o meu sorriso,
em tom de futuras memórias nossas que friso!
É um querer mais, e ainda mais bem querer
teu próprio conforto, que é nele que me quero ver,
tua imersa felicidade é espelho do que quero ser,
e nele para sempre eu me quero ver a envelhecer...
Salvador Machado Guerra
Subscrever:
Mensagens (Atom)